Camiseta Não Quero Morrer no Trânsito.

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Lei Seca pode reduzir casos de violência

Postado em: 01/08/2008 - Notícias

       No Rio Grande do Sul, julho teve menor número de homicídios dos últimos nove meses. Houve queda também de 19% nas tentativas de homicídio no Rio de Janeiro.

      A lei seca não provocou só a queda nos números dos acidentes de trânsito. Em algumas capitais brasileiras, houve também redução nos números de outros tipos de violência. Em um dos maiores hospitais de atendimento de emergências de Porto Alegre, diminuíram também os atendimentos de acidentes em geral.
     No hospital João XXIII, referência no atendimento de urgências em Belo Horizonte, o número de vítimas de casos de violência caiu quase 20%, em relação a julho do ano passado.

O período é muito curto para associar a queda nos índices de violência à lei de tolerância zero ao álcool. Mas os números de hospitais e delegacias são, no mínimo, curiosos. Eles mostram que não houve redução apenas nos acidentes de trânsito.

No Rio Grande do Sul, o mês de julho teve o menor número de homicídios dos últimos nove meses. Em relação a julho de 2007, a queda foi superior a 20%. No Rio de Janeiro, o índice baixou mais de 46%. Houve queda também de 19% nas tentativas de homicídio.

Mesmo infrações que não parecem ter nada a ver com a mistura de álcool e direção diminuíram. No Rio de Janeiro, o número de motoristas flagrados dirigindo sem carteira caiu mais de 90% por cento.

 

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/

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Cinzas no trânsito

Postado em: 30/07/2008 - Notícias

Paulo Ricardo Meira
Técnico Superior em Trânsito

Quase ninguém escapa de ouvir – ou emitir – um comentário de quão limpas e civilizadas são determinadas cidades do Canadá ou da Europa como um todo, com poucas exceções. O triste é constatar que as mesmas pessoas que elogiam a limpeza e urbanidade dessas cidades-sonho são as mesmas que não pensam duas vezes em jogar pela janela do carro os restos do cigarro que fumaram. Ora, por que um gesto de poluir sua própria – e nossa – cidade se todo automóvel sai de fábrica com um cinzeiro interno?

Além de falta de carinho e respeito com sua cidade, o gesto de jogar as cinzas pela janela traz grandes perigos, além dos perigos de seu consumo em postos de gasolina, como é comum nos aglomerados de jovens nas lojas de conveniência à noite.

Esse toco ou bagana de cigarro, lançado para fora do veículo ainda em brasas, pode provocar acidentes ecológicos e de trânsito. Ecológicos, pois causa queimadas em mato à beira da estrada, sobretudo em época de estiagem. De trânsito, pois o toco de cigarro, quente e com brasas, pode atingir os olhos de quem vem atrás do veículo que se desfez do cigarro, seja outro condutor com a janela aberta, seja um ciclista ou motociclista com capacete sem viseira, seja um pedestre prestes a cruzar a via, todos perdendo controle e concentração em uma situação tão crítica como o trânsito.

O Código de Trânsito Brasileiro já se manifesta contrário ao fumo ao volante, por dois motivos: define como infração jogar detritos e objetos na via, e também infração tirar uma dar mãos do volante, ao conduzir, se o motivo não for sinalizar com o braço ou acessar algum comando interno do veículo.

De uma forma ou de outra, a insegurança causada pelo cigarro e pela falta de cidadania do condutor podem levar a tristes cinzas no trânsito.

Fonte: http://www.detran.rs.gov.br/artigos/fr_art52.htm

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Ética no trânsito

Postado em: 23/07/2008 - Notícias

Ética no trânsito
“Criticamos duramente condutas que refutamos incorretas ou inadequadas em determinadas situações concretas. E as nossas condutas no trânsito?...”

Até quando vamos ter condutas irracionais? Sabe-se que não se deve misturar álcool e direção veicular, mas muitos misturam. Sabe-se que não é recomendável exceder a velocidade, mas muitos excedem. Sabe-se que não é correto transportar pessoas na parte de carga do veículo, mas muitos transportam.

Por qual razão se desrespeitam tanto as normas de trânsito? Então, chega-se a uma resposta óbvia, falta de ética. Falta de ética? Sim, exatamente a ética, no nosso cotidiano, no nosso dia-a-dia. Quando falamos em ética, temos uma noção do que se trata, mas efetivamente, temos algumas dificuldades de explicar, pois ela pode ser tão ampla quanto os desejos e anseios do ser humano. Ser ampla no sentido da liberdade do que pensamos e do que fazemos no nosso cotidiano. Muitas vezes, dizemos que fulano ou beltrano não tem ética, que é falta de ética determinada ação de um colega de trabalho, de um político e assim por diante. Criticamos duramente condutas que refutamos incorretas ou inadequadas em determinadas situações concretas.

E as nossas condutas no trânsito? E por qual razão apontamos falhas dos outros e esquecemos as nossas? Talvez por ser mais fácil apontar as falhas dos outros do que as nossas. Ética é questão de atitude, é questão do nosso cotidiano, como explica o filósofo australiano Peter Singer “A ética é um exercício diário, precisa ser praticada no cotidiano. Só assim ela pode se afirmar em sua plenitude numa sociedade. Se uma pessoa não respeita o próximo, não cumpre as regras de convivência, não paga seus impostos ou não obedece às leis de trânsito, ela não é ética. Num primeiro momento, pequenas infrações isoladas parecem não ter importância. Mas, ao longo do tempo, a moral da comunidade é afetada em todas as suas esferas. Chamo a isso de círculo ético. Uma ação interfere na outra, e os valores morais perdem força, vão se diluindo. Para uma sociedade justa, o círculo ético é essencial” (In revista Veja de 21.02.07).

Devemos pensar e refletir o que queremos para a nossa sociedade. Agir com ética é fundamental, sempre respeitando o nosso semelhante e as normas a todos impostas, inclusive as do trânsito.
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Artigo escrito em fevereiro de 2008.
Autor: Wilson de Barros Santos

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Média de mortes no trânsito despenca no RS

Postado em: 21/07/2008 - Notícias

Queda no número de vítimas fatais superou 50%

O número de acidentes com vítimas nos finais de semana caiu mais de 50% desde a implantação da lei de tolerância zero ao álcool. Em julho, a média de mortos em acidentes de trânsito no Rio Grande do Sul caiu para oito vítimas a cada fim de semana. Nos meses anteriores, a média foi de 15 mortes em abril, 17 em maio e 10 em junho, quando começou a lei de tolerância zero ao álcool.

O número total de mortes também teve diminuição acentuada. Em abril, foram 60 vítimas fatais, em maio, 69, e, em junho, 43. Em julho, morreram 24 pessoas, quase um terço do registrado em maio, que foi o período mais violento. Para o especialista em engenharia de trânsito Mauri Panitz, a redução não é reflexo da lei de tolerância zero ao consumo de álcool, mas sim do aumento da fiscalização.

Desde sexta-feira, pelo menos seis pessoas morreram em acidentes de trânsito no Estado. Na manhã de sábado, pai e filho perderam a vida no sul do Estado. Cézar Morais Escalate, 36 anos, e o filho Mateus, 13, morreram após colisão entre a carreta que estavam e um trem na BR-392, em Pelotas. Todas as ocorrências com vítimas fatais foram registradas no interior gaúcho.

Fonte: Zero Hora

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Tolerância Zero

Postado em: 21/07/2008 - Notícias

Tolerância Zero
Alívio para quem salva
Odiada por uns e amada por outros, a legislação que proíbe o uso de álcool por motoristas vale para todos. Completando um mês de vigência, a chamada Lei Seca reduziu a violência no trânsito, como provam as estatísticas. Porém, os efeitos da legislação são ainda mais abrangentes. Profissionais que atendem vítimas de acidentes relatam as mudanças de suas vidas no trabalho e em família por causa da menor tensão no serviço.
JOÃO HENRIQUE MACHADO
Fonte: Jornal Pioneiro
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Viva, sim, a tolerância zero no trânsito!

Postado em: 24/06/2008 - Notícias

Enviado por Juarez Becoza - para o site Globo On line

Caro leitor:

Recebo a missiva do Carrodecombate, fiel leitor deste blogue, pedindo minha opinião sobre a nova legislação de trânsito, que impõe rigor absoluto contra os motoristas que bebem ao volante.

Ele coloca que acha um exagero punir com pesadas multas e até prisão o sujeito que sai de casa para tomar um inocente chopinho ou dois e voltar dirigindo. Pois bem: eu não acho. No Brasil, quem bebe, não pode dirigir. E ponto.

Infelizmente, caro Carrodecombate, vivemos um período de exceção. Não soubemos usar a liberdade que décadas de legislação mais flexível nos ofereceram. E não só por culpa de motoristas irresponsáveis. A irresponsabilidade, triste característica enraizada na nossa cultura, permeia também as ações de empresários e comerciantes, que incentivaram, anos a fio, o consumo de bebidas alcóolicas em postos de gasolina e afins. O resultado disso é o triste posicionamento do Brasil no topo do ranking dos países com mais mortes no trânsito no mundo.

Só para citar um exemplo de como essa irresponsabilidade está no nosso DNA, lembro-me até hoje de um surreal evento organizado por uma grande cervejaria, cerca de 20 anos atrás no Rio de Janeiro. A empresa inventou de fazer uma festa com farta distribuição de cerveja nos galpões de um centro de convenções. Ocorre que o lugar ficava a mais de 40 quilômetros do centro da cidade, e na época praticamente não havia linhas de ônibus, trem ou metrô até o lugar. O resultado foi um acesso massivo de automóveis ao evento. E na volta, um festival de batidas e barbeiragens, cometidas por motoristas encharcados. Isso sem contar nas centenas de veículos  esquecidos no estacionamento, por gente que não era capaz de lembrar onde tinha largado o próprio carro... Uma patacada, patrocinada pela indústria da bebida e com o alvará da digníssima prefeitura...

Por essas e outras, caro leitor, eu sou francamente favorável à nova lei e a qualquer outra ação de franca repressão ao uso de bebida na direção. Sei que posso soar careta para muitos nobres leitores deste blogue, mas fecho questão nisso.

Eu, que bebo por profissão, sempre andei e morrerei andando de táxi. Aliás, como sou um radical nessa questão, não tenho nem automóvel nem carteira. Não defendo isso para todos, claro, mas martelo na convicção: beber e dirigir, não. Nem um chopinho. O serviço de táxi nas grandes cidades do Brasil é um dos mais baratos e eficientes do mundo. Aproveitemos, pois, essa condição e deixemos o carro na garagem quando formos ao boteco.

Essa, meu caro Carrodecombate, é a minha opinião.

 
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Tolerância Zero

Postado em: 07/07/2008 - Notícias

Onze motoristas embrigados
Operações policiais foram direcionadas a flagrar condutores que tinham ingerido bebida alcoólica
JOÃO HENRIQUE MACHADO E GRAZIELA ANDREATTA

Trabalho conjunto entre órgãos de fiscalização foi entre a noite de sexta e a madrugada de sábado

Caxias do Sul - Até o início da noite de ontem, oito motoristas foram presos e outros três foram multados por dirigir sob efeito de álcool no final de semana na Serra. Os casos foram flagrados em quatro blitze em ruas e estradas da região. As fiscalizações mais intensas ocorreram na noite de sexta-feira, na BR-116, e na madrugada de sábado, na Rua Visconde de Pelotas, no bairro Pio X, em Caxias. Autoridades também realizaram ação educativa (leia ao lado).

O maior número de prisões ocorreu na blitz da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na 116. Na ação, quatro motoristas foram detidos após terem feito o teste com o bafômetro e outro foi multado por não exceder os 0,3 miligramas de álcool por litro de ar exalado, limite a partir do qual é configurado crime de trânsito.

Horas depois, a ação da Visconde de Pelotas envolveu a Brigada Militar, o Departamento Municipal de Trânsito (DMT), a Polícia Civil e a PRF, que apoiou o grupo com viatura, patrulheiro e bafômetro. Durante a movimentação, ocorrida das 6h às 8h30min, três motoristas foram presos e outros dois foram mutuados por beber e dirigir. A Polícia Civil precisou efetuar duas perseguições a veículos que driblaram o bloqueio. Um dos carros foi interceptado, mas não foram encontradas irregularidades. O motorista, de 23 anos, disse ter fugido por medo. Mesmo sem transpor o bloqueio, muitos condutores conseguiram fugir da fiscalização, pois o movimento policial podia ser visto de longe e ruas perpendiculares à Visconde de Pelotas serviam como fáceis rotas alternativas.

O oitavo motorista embriagado e detido no fim de semana foi flagrado na RSC-470, em Bento Gonçalves, durante fiscalização especial do Grupamento Rodoviário. Pelo menos sete dos detidos foram liberados após pagamento de fiança. Todos tiveram a carteira de habilitações suspensas por um ano e foram multados em R$ 957.

Segundo os fiscais do DMT, a maioria dos motoristas flagrados dirigindo sob efeito de álcool disse ser a favor de penas duras para quem dirige bêbado. Porém, consideram a necessidade de uma tolerância maior. Essa também é a opinião de um dos condutores que foram presos neste final de semana. Após passar a noite num bar, foi abordado numa blitz assim que deixou a namorada em casa. O teste do bafômetro acusou 0,41 miligramas de álcool por litro de ar.

- Há tantos bandidos soltos nas ruas e eu estou sendo preso por beber um pouco de cerveja. Vou conseguir pagar a fiança, mas ainda assim vou ficar sem a carteira de motorista por um ano - lamentou o condutor, de 31 anos.

( joao.machado@jornalpioneiro.com.br )

( graziela.andreatta@jornalpioneiro.com.br )

Mais
Estatística
Na apresentação aos jovens no posto de gasolina, o tenente Dall´Acua lembrou que 36 mil pessoas morreram no trânsito, no Brasil, no ano passado. Em 75% dos acidentes com morte registrados em 2007, os condutores estavam embriagados.

 Fonte: Jornal Pioneiro
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